VACINA DA PFIZER DA COVID-19 USA TÉCNICA INÉDITA; ENTENDA

A vacina da farmacêutica Pfizer, desenvolvida em parceria com a alemã BioNTech, contra o novo coronavírus é baseada em uma técnica inédita em imunizações. Baseada no RNA mensageiro, a tecnologia tem como principal objetivo a produção das proteínas necessárias para que o corpo humano lute contra a covid-19.

Com a tecnologia, as moléculas genéticas que dizem às células o que fazer, são injetadas no corpo. Cada célula é uma mini-fábrica de proteínas, de acordo com as instruções genéticas contidas em seu núcleo.

Assim, o RNA mensageiro da vacina é inserido no corpo e assume o controle para a fabricação de um antígeno específico do coronavírus: a “espícula”. A espícula que pode ser inofensiva por si só, então será detectada pelo sistema imunológico, que produzirá anticorpos — cuja duração ainda não é conhecida, mas a farmacêutica espera que “dure muito tempo”.

Assim que o material genético for injetado, “as células no local da injeção começarão a produzir de forma temporária uma das proteínas do vírus”, explicou Christophe D’Enfert, diretor científico do Institut Pasteur, à agência de notícias AFP.

A vantagem é que, ao usar o metódo do RNA mensageiro, não há necessidade de cultivar um patógeno em laboratório, uma vez que é o organismo que faz todo o trabalho — o que pode permitir que a vacina seja fabricada mais rapidamente. Para produzi-la, não é necessário nenhum ingrediente como ovo de galinha, usado para a produção da imunização contra a gripe.

Para Daniel Floret, vice-presidente do Comitê Técnico de Vacinas da Alta Autoridade Sanitária, “s vacinas de RNA têm a interessante característica de poder ser produzidas com muita facilidade em grandes quantidades”.

Entretanto, deve-se notar que não é possível que o RNA se integre a um genoma humano, constituído de DNA. “O RNA, para poder se integrar ao genoma, tem que passar pelo que se chama de transcrição reversa [no DNA]. E isso não acontece espontaneamente nas células”, diz D’Enfert.

O maior problema das vacinas do tipo é que elas precisam ser armazenadas em temperaturas muito baixas, enquanto vacinas de DNA podem ser guardadas em temperatura ambiente.

Nesta segunda-feira, 9, foi divulgado um estudo preliminar de última fase que mostrou que a vacina da Pfizer tem uma eficácia de mais de 90%.

A análise da farmacêutica avaliou que 94 dos 43.538 voluntários que participam dos testes foram infectados pela doença. São necessários 164 casos confirmados para caracterizar a vacina como totalmente funcional.

Como estamos?

Das 47 em fases de testes, apenas 10 estão na fase 3, a última antes de uma possível aprovação. São elas a chinesa da Sinovac Biotech, a também chinesa da Sinopharm, a britânica de Oxford em parceria com a AstraZeneca, a americana da Moderna, da Pfizer e BioNTech, a russa do Instituto Gamaleya, a chinesa CanSino, a americana Janssen Pharmaceutical Companies e a também americana Novavax.

Fonte: https://exame.com/ciencia/vacina-da-pfizer-da-covid-19-usa-tecnica-inedita-entenda/

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