TRATAMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS DEVE CONTINUAR NA PANDEMIA, DESTACAM MÉDICOS

Tratamento de doenças crônicas deve continuar na pandemia, destacam médicos

Devido a gravidade da pandemia de Covid-19, instituições de saúde de todo o mundo recomendam o distanciamento social para diminiuir a curva de contágio do vírus Sars-CoV-2. O método implica que as pessoas evitem realizar tarefas não essenciais para se proteger — o que não significa que elas devam interromper tratamentos de doenças crônicas, alertam especialistas.

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes, a Associação Brasileira de Medicina de Emergência e a Rede Brasil AVC, com o apoio da Boehringer Ingelheim, criaram a campanha “Saúde Não Tem Hora”. A iniciativa ressalta que a população não pode deixar de lado os cuidados com a diabetes e doenças cardíacas, mesmo durante o período de isolamento.

No vídeo de lançamento, os médicos Drauzio Varella, Ana Escobar e Roberto Kalil comentam a importância de dar continuidade aos exames e consultas. “A Covid-19 é a preocupação de todas as famílias, mas as outras doenças não desapareceram”, afirma Varella. 

No Brasil, é preocupante a queda no número de atendimentos de emergência de casos de infarto e AVC em 50% e 40%, respectivamente. Além disso, ainda foi registrada baixa procura por consultas de rotina entre pacientes com diabetes, doença crônica que é fator de risco tanto para a Covid-19 quanto para outras doenças cardíacas. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o receio de contaminação é um dos principais fatores dessa queda. “A falta de acompanhamento pode causar milhares de mortes, já que são doenças sérias que precisam de cuidados especiais”, afirma Marcelo Queiroga, presidente da entidade, à imprensa.

Além disso, o AVC e infarto precisam de intervenção médica imediata para minimizar o risco de morte e sequelas — por isso é importante ficar sempre atento aos sintomas. O acompanhamento com um neurologista para evitar um novo episódio também deve ser feito para detectar as causas e evitar que um novo episódio ocorra. 

Já no caso do diabetes, o distanciamento dos consultórios aconteceu pois essas pessoas são do grupo de risco do novo coronavírus. Porém, é preciso lembrar que o controle da glicemia é essencial para a diminuição de complicações em relação à Covid-19. “Pacientes devem procurar seus médicos para realizar exames de rotina e não podem parar a medicação de maneira alguma”, orienta a endocrinologista Denise Franco.

Segurança nos atendimentos

Em hospitais e clínicas, é importante que os pacientes fiquem atentos às medidas preventivas, recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Higienizar as mãos com água e sabão ou com álcool 70% é fundamental para manter o vírus distante. Além disso, as máscaras cirúrgicas ou de pano já são obrigatórias no país. 

Dentro da unidade de saúde, também é recomendado manter a distância de pelo menos um metro entre outras pessoas. Nos consultórios médicos, evitar aperto de mãos e abraços também é essencial. Muitos profissionais também estão oferecendo a telemedicina, ferramenta que auxilia no gerenciamento diversas doenças. “A telemedicina veio para ficar, é uma opção decisiva nessa fase em que as pessoas não se sentem confortáveis em sair de casa”, declara Domingos Malerbi, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Fonte:

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/07/tratamento-de-doencas-cronicas-deve-continuar-na-pandemia-destacam-medicos.html

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