Segurança hospitalar para atendimentos durante a pandemia

Boletim Informativo
Coronavírus – COVID-19
07/2020

O medo de contágio pelo novo Coronavírus afetou a todos e obrigou que nossos hábitos fossem alterados para evitar a contaminação, inclusive, de quem tem necessidade de assistência médica contínua ou de urgência.

Os portadores de doenças crônicas como Hipertensão Arterial, Diabetes, Câncer, Alzheimer, Parkinson e HIV foram definitivamente impactados, além dos pacientes que necessitam de cirurgias ou estão sob investigação diagnóstica.

Todos os hospitais tornaram os seus protocolos ainda mais rigorosos, intensificando o treinamento de suas equipes e adotando fluxos de atendimentos exclusivos, na separação dos atendimentos dos pacientes com suspeita de Covid-19.

Os pacientes com sintomas gripais/respiratórios são encaminhadas diretamente para local separado dos demais pacientes, para serem avaliados. No caso de internação, esta é realizada em andar específico.

Segurança contra a Covid-19

As equipes que atuam nos hospitais usam equipamentos de proteção e seguem protocolos de segurança rígidos. Os aparelhos para exames são higienizados a cada uso e os profissionais que os operam usam equipamentos de proteção.

O ambiente hospitalar, que já era constantemente higienizado, está reforçado na proteção contra a Covid-19. Em alguns hospitais, os ambientes são refrigerados de forma independente, com filtros que impedem a recirculação de vírus e bactérias.

Nas cirurgias eletivas são realizados exames para detecção da Covid-19 em toda a equipe cirúrgica, paciente e acompanhante.
 
O controle rígido nos hospitais passa por um maior espaçamento nas marcações de consultas nos ambulatórios, permite a melhor higienização e evita aglomerações. Além disso as equipes estão em constante treinamento, prontas para esclarecer dúvidas no atendimento.

Quando procurar atendimento?

Segundo o Ministério da Saúde, no existe País em torno de 53 milhões de pessoas com alguma doença crônica. Essas pessoas precisam de tratamento contínuo e têm necessidade de ir ao hospital com frequência. É importante que isso possa ser feito com segurança, evitando a contaminação.

É fundamental que os pacientes continuem sendo tratados. Pessoas com algum sinal ou sintoma diferente, deve procurar logo atendimento médico, sem postergar. Por exemplo, os pacientes que infartam, costumam levar de 90 a 120 minutos para chegar a emergência. Durante a pandemia, esse tempo aumentou para 270 minutos, o que piora muito o prognóstico.

Quanto menor o tempo entre o início dos sintomas e o atendimento, melhor as chances de diminuir a gravidade do infarto e nos casos de AVC, o atendimento precoce salva vidas.

Outro exemplo, é o alerta para sintomas como dor de cabeça, dormência ou perda visual súbita, que pode ser sinais de AVC. Nesses casos, também é necessário o diagnóstico e tratamento o mais rápido possível.

Recentes estudos americanos, revelaram um aumento de oito vezes nos óbitos por Infarto nos últimos meses, provavelmente pelo receio de ir ao hospital durante a pandemia.
 
Já não há dúvidas de que há doenças que não podem aguardar. Demorar para procurar atendimento médico/hospitalar, com receio de contaminação pelo Coronavírus, pode agravar, e muito, a doença.

Outras doenças graves também não devem ser negligenciadas. O isolamento social deve ser realizado com cuidado, de forma responsável para proteção. Quem precisa de atendimento, deve confiar na segurança das equipes médicas e paramédicas e, claro, se prevenir na chegada às unidades de saúde.

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