Dengue no Brasil durante pandemia de Covid-19

Boletim Informativo
Coronavírus – COVID-19
06/2020

Já há mais de 500 mil casos de dengue no Brasil em 2020 durante pandemia de Covid-19. Duas epidemias com quadro clínico muito parecido, ao mesmo tempo

O número de casos de dengue vem crescendo no Brasil. Nas primeiras 14 semanas, são 525.381 casos prováveis e 181 mortes provocadas pela doença, segundo o boletim epidemiológico do MS (dados até 4 de abril).

Até a 12ª semana de 2019, eram 273.193 diagnósticos com 80 óbitos. Comparativamente aumento dos casos para este ano é de 129% e o número de mortes, 226% maior.

Além disso temos registros de 15.051 casos e 03 mortes por chikungunya, 2.054 casos de zika. As 3 doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti.

  • No Centro-Oeste 606,7 casos/100 mil habitantes
  • Na região Sul 589,9 casos/100 mil habitantes
  • No Sudeste 226,9 casos/100 mil habitantes
  • No Norte 76,6 casos/100 mil habitantes e,
  • No Nordeste 61,4 casos/100 mil habitantes

Nos estados do Acre, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Distrito Federal e Goiás as incidências são maiores de 300/100 mil habitantes.

As principais causas podem ser a sazonalidade normal, o aumento devido a pessoas não expostas em áreas que já tiveram dengue anteriormente e o relaxamento do controle do vetor – mosquito.

Dengue e Covid-19

Como os quadros clínicos iniciais das 2 doenças é semelhante, isso pode dificultar o diagnóstico e o retardar o melhor tratamento.

Ambas podem provocar febre, dor muscular e mal estar, na dengue também há febre alta, dor muscular e mal estar. As alterações laboratoriais são semelhantes. O que as diferencia no quadro clínico é o quadro respiratório na Covid-19, que não aparece na dengue.

A dengue também pode provocar o óbito rapidamente, quando não tratada e monitorada adequadamente. É possível até que a mesma pessoa contraria as duas doenças juntas.

Chikungunya

A Chikungunya provoca, em mais ou menos 70% dos infectados, principalmente mulheres, a forma crônica muito dolorosa e incapacitante, impedindo de manter suas atividades cotidianas normais.

É uma doença muito incapacitante e, se ocorrer um surto em uma empresa, muitos serão afastados por meses, afetando a cadeia de produção. Para o MS a Bahia tem 25,2 % dos casos prováveis no país, o Espírito Santo 21,8% e o Rio de Janeiro 18,6% dos casos.

Prevenção

Como para nenhuma das doenças ainda há vacina, a prevenção dependerá do comportamento de toda a população e dos investimentos corretos dos governantes.

Assim é que, todos devem ter os cuidados de higiene das mãos, proteção das mucosas dos olhos, nariz e boca além do distanciamento de pessoas com sintomas e sinais respiratórios ou febris para tentar evitar a Covid-19 e, no caso das doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti, eliminar reservatórios de água parada, usar sal, borra de café ou água sanitária em ralos e vasos, telas anti mosquitos nas aberturas das residências e uso de repelentes podem auxiliar.

Na dúvida procure atendimento médico através dos telefones de teleorientação ou, se os sintomas forem de gravidade, mesmo os serviços de emergência.

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