COVAS SEPARA ESCOLAS E FLEXIBILIZAÇÃO; ESTADO NÃO COGITA AVANÇO

Um dia antes de o governo paulista reclassificar o mapa da covid-19 no Estado, o prefeito Bruno Covas dissociou na quinta-feira, 3, a entrada da capital na fase verde à reabertura das escolas públicas. De qualquer forma, o governo paulista não cogita colocar por ora a capital ou nenhuma outra cidade na fase verde. 

Na semana passada, começaram a valer novas regras para que uma região do Estado possa avançar da fase amarela para a verde. Dois novos indicadores fixos passaram a ser utilizados para essa mudança de fase: o número máximo de até 40 internações e de até cinco óbitos a cada 100 mil habitantes, registrados nos últimos 14 dias. Além disso, outra mudança já implementada foi o porcentual de ocupação de leitos, que pode variar entre 75% e 70%, anteriormente, esse valor deveria ficar abaixo de 60%. Por isso, cresceu a expectativa em relação às evoluções para a fase verde – só possível a cada 14 dias.

O gesto de Covas é uma tentativa de blindar desde o início a Prefeitura de pressões pela reabertura das escolas públicas e privadas após a mudança de status da capital para o modelo mais flexível da quarentena. Ele voltou a dizer na quinta-feira, 3, que a perspectiva da Prefeitura é de que entre 20 de setembro e 10 de outubro a cidade possa entrar na fase verde do Plano São Paulo. Covas frisou, entretanto, que entrar nesta fase não garante retorno às aulas presenciais nas escolas da rede municipal de ensino.

A capital do Estado está na fase amarela do plano de reabertura desde o fim de junho, e não houve regressão. Se for para a fase verde, setores como cinemas e teatros poderão apresentar protocolos sanitários para uma reabertura. Além disso, a capacidade dos estabelecimentos já abertos sobe de 40% para 60%

Essa mudança, avaliam aliados do prefeito, poderia municiar os grupos de pressão que defendem a abertura das escolas para aulas presenciais. No processo de reabertura, a Prefeitura tem sido mais resistente que o governo do Estado.

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2020 | 05h00

Um dia antes de o governo paulista reclassificar o mapa da covid-19 no Estado, o prefeito Bruno Covas dissociou na quinta-feira, 3, a entrada da capital na fase verde à reabertura das escolas públicas. De qualquer forma, o governo paulista não cogita colocar por ora a capital ou nenhuma outra cidade na fase verde. 

Prefeito frisou que entrar na fase verde do Plano São Paulo não garante retorno às aulas presenciais nas escolas da rede municipal de ensino
Prefeito frisou que entrar na fase verde do Plano São Paulo não garante retorno às aulas presenciais nas escolas da rede municipal de ensino. Foto: Werther Santana/Estadão

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Na semana passada, começaram a valer novas regras para que uma região do Estado possa avançar da fase amarela para a verde. Dois novos indicadores fixos passaram a ser utilizados para essa mudança de fase: o número máximo de até 40 internações e de até cinco óbitos a cada 100 mil habitantes, registrados nos últimos 14 dias. Além disso, outra mudança já implementada foi o porcentual de ocupação de leitos, que pode variar entre 75% e 70%, anteriormente, esse valor deveria ficar abaixo de 60%. Por isso, cresceu a expectativa em relação às evoluções para a fase verde – só possível a cada 14 dias.

O gesto de Covas é uma tentativa de blindar desde o início a Prefeitura de pressões pela reabertura das escolas públicas e privadas após a mudança de status da capital para o modelo mais flexível da quarentena. Ele voltou a dizer na quinta-feira, 3, que a perspectiva da Prefeitura é de que entre 20 de setembro e 10 de outubro a cidade possa entrar na fase verde do Plano São Paulo. Covas frisou, entretanto, que entrar nesta fase não garante retorno às aulas presenciais nas escolas da rede municipal de ensino.

A capital do Estado está na fase amarela do plano de reabertura desde o fim de junho, e não houve regressão. Se for para a fase verde, setores como cinemas e teatros poderão apresentar protocolos sanitários para uma reabertura. Além disso, a capacidade dos estabelecimentos já abertos sobe de 40% para 60%

Essa mudança, avaliam aliados do prefeito, poderia municiar os grupos de pressão que defendem a abertura das escolas para aulas presenciais. No processo de reabertura, a Prefeitura tem sido mais resistente que o governo do Estado.

Fonte:

https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,bastidores-covas-separa-escolas-e-flexibilizacao-estado-nao-cogita-avanco,70003425182

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