Coronavírus e o AVC

Boletim Informativo
Coronavírus – COVID-19
06/2020

O Covid-19 é uma doença nova, ainda sendo estudada, apesar de toda sua divulgação. Ainda há muitas dúvidas em relação à Covid-19, necessitando de investigações sobre seus efeitos colaterais sistêmicos. Um deles é exatamente a sua possível relação com o Acidente Vascular Cerebral (AVC) – Derrame, que vem sendo estudada em por acadêmicos com muito interesse.

AVC é uma doença de causa multifatorial que pela falta de irrigação sanguínea em regiões de tecido cerebral. Pode ser dividido em AVC isquêmico ou hemorrágico. No primeiro devido a um tipo de obstrução que impede o fluxo sanguíneo para áreas do tecido cerebral, no AVC hemorrágico acontece por extravasamento de sangue de algum vaso sanguíneo, provocando a falta de irrigação de alguma área do cérebro.

A Covid-19 provoca diversos efeitos sistêmicos, não só as formas graves de pneumonia e Síndrome Respiratória Aguda Grave. Novos estudos na Europa indicam o possível tropismo do Coronavírus pelo sistema nervoso central. Estudo UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) divulgado em abril corrobora com esse achado, identificando a capacidade infecciosa e destrutiva do vírus em neurônios.

Eis o que acontece com pacientes infectados pela COVID-19:

As reações inflamatórias nos vasos – vasculite que ocorre no pulmão também pode ocorrer nos vasos cerebrais. A inflamação cerebral provoca a aglomeração de glóbulos brancos para tentar conter o vírus, com plaquetas e fibrina, formando um trombo que pode se deslocar ou permanecer no local da vasculite, provocando a interrupção do fluxo de sangue para o tecido nervoso. Temos ai o início do AVC isquêmico.

Alguns adolescentes, sem fatores de risco e sem história prévia de doença neurovascular, apresentaram sintomas neurológicos ao contraírem a COVID-19, mesmo sem  apresentar sintomas respiratórios antes.

O que tem sido mais frequente no Brasil, é de pacientes com história prévia de AVC, mesmo ao iniciar com sintomas como sonolência, tonturas, dores de cabeça, perda de força muscular, dificuldades de fala, não procuram os hospitais para atendimento, por receio de contraírem a Covid-19 e pioram o quadro clínico.

Como o tratamento nesses casos deve ser instituído precocemente, esse pacientes podem apresentar perda de tecido nervoso permanente, mesmo sem terem contraído o quadro respiratório da COVID-19.

Logo, na dúvida deve ser procurado imediatamente o atendimento médico.

Gestão de Saúde Victory

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