CIENTISTAS DESENVOLVEM TESTE QUE PODE DETECTAR COVID-19 EM MENOS DE 20 MINUTOS

Pesquisadores de uma universidade australiana desenvolveram um teste que pode detectar o novo coronavírus em menos de vinte minutos. No Brasil, um outro tipo de testagem também promete ser bastante eficaz no combate à pandemia.

Basta um pouquinho de sangue, e pronto. Está mais do que suficiente para que os pesquisadores comecem a procurar se o paciente está infectado ou não pela Covid-19.

A técnica não é nenhuma novidade, é conhecida em transfusões de sangue e só foi adaptada pela equipe de pesquisadores. A resposta vem de uma maneira muito rápida, graças a uma molécula que detecta o anticorpo no sangue.

“O grande benefício é a disponibilidade desse cartão que você coloca a nossa molécula, e colocamos o plasma do paciente. Há seis espaços pra você colocar: um cartão desse você coloca numa centrifuga e em onze minutos você já tem o resultado. Se o paciente entrou em contato com o vírus o nosso sistema imunológico vai produzir os anticorpos”, disse Diana Alves, pesquisadora brasileira doutoranda da Universidade de Monash, de Melbourne, na Austrália.

A brasileira conta que a equipe fez testes no laboratório e que eles foram eficazes, além de terem sido checados mais de uma vez. Segundo ela, um dos diferenciais seria a disponibilidade que os laboratórios, pelo mundo inteiro, teriam em aplicar o método. A equipe ainda procura parceiros para conseguir ajudar o maior número de pessoas possíveis. 

“Estamos divulgando para encontrar um parceiro financeiro. Eles já estão divulgando na Austrália pra que a gente consiga esses parceiros financeiros, eu acredito que vai ser um retorno rápido para a sociedade”, acredita a pesquisadora.

No Brasil, São Paulo foi o primeiro estado a ultrapassar a marca de cem mil pessoas testadas. Os números mostram que a cada semana mais e mais testes são feitos.

Mas, para esse infectologista, ainda falta muito para conseguirmos ter um panorama realmente eficaz, da quantidade de pessoas que contrairam a doença. Um dos motivos, segundo ele, é a qualidade dos testes rápidos que estão no mercado, ainda imprecisos.

“Essa nova geração irá trazer uma melhora na acurácia. Porque os atuais testes rápidos que são testes sorológicos têm uma péssima acurácia. Mais de 50% dos resultados positivos desses são falsos positivos. porque cruzam com outros vírus, com outras infecções como por exemplo outras viroses que o ser humano pode abrigar”.

Uma das grandes dificuldades encontradas aqui no país, segundo os especialistas, é a conseguir aplicar a testagem em massa. Justamente pra ajudar a controlar a disseminação do novo coronavirus. pensando nisso, esse laboratório, em São Paulo, desenvolveu um novo teste que promete processar 110 mil amostras por dia.

Graças à parceria do laboratório Mendelics e do hospital Sírio-Libânes foi possível desenvolver a técnica em dois meses. O CEO do grupo garante que o teste é capaz de detectar o vírus sem precisar de grandes equipamentos e reagentes, atualmente escassos no mercado. Nesse teste é o próprio paciente que faz a coleta da amostra da saliva e coloca nesse tubo que vai para o laboratório. E em aproximadamente três horas sai a resposta.

“Na validação que a gente teve com o sírio a gente não teve nenhum falso positivo e a gente tem uma sensibilidade alta. Mais de 80% dos testes das pessoas infectadas a gente consegue identificar. E a segunda grande vantagem é a coleta, a gente usou com a amostra de saliva, porque o teste usual, que estava se fazendo usa o cotonete que insere na narina do paciente. É um teste desagradável e você está coletando que entenda e conheça a prática e esse coletador da se expondo pra uma pessoa potencialmente infectada”.

O teste produzido pelo laboratório é mais acessível. Atualmente está sendo disponibilizado apenas para empresas e algumas entidades. A expectativa é que nos próximos meses ele alcance a população.

“Esse vírus é um vírus traiçoeiro. setenta e cinco porcento das pessoas que foram infectadas não vão apresentar sintomas, mas transmitem a doença, as outras 25% também tem poucos sintomas e as pessoas não reconhecem, é uma minoria que tem um quadro grave. Entretanto essa minoria corre bastante risco. O que a gente tem que fazer é identificar as pessoas antes de infectarem as outras pessoas. isolar essas pessoas, encontrar os contactantes, testar os contactantes, e depois aqueles que não tiverem poder voltar do isolamento e os que tiverem infectados não transmitirem para quebrar a cadeia de transmissão. precisar testar milhões de pessoas de maneira acessível”.

Fonte:

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/07/24/universidade-australiana-produz-teste-que-pode-detectar-covid-19-em-20-minutos

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