7 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE OS DESAFIOS DO COMBATE AO CORONAVÍRUS

É fácil se perder na enxurrada de informações sobre o novo coronavírus. Os desafios ainda são enormes, e não há cura para a doença até o momento. Mas isso não significa que não haja avanços. Confira abaixo sete perguntas e respostas, elaboradas pela Business Insider, sobre tudo o que você precisa saber.

Em que pé estamos?

As gigantes farmacêuticas Moderna, Pfizer, AstraZeneca e MSD começaram ensaios clínicos com dezenas de milhares de voluntários. “Quando as pessoas dizem ao público que haverá uma vacina até o final de 2020, acho que elas fazem um grave desserviço”, disse Kenneth Frazier, CEO da MSD, em entrevista recente ao professor de Harvard Tsedal Neeley. “Não temos um ótimo histórico de introdução de vacinas rapidamente no meio de uma pandemia. Tenham isso em mente.”

As vacinas são seguras?

Os primeiros testes de segurança da vacina contra o coronavírus, realizados em pequenos grupos de pessoas jovens e saudáveis, mostram até agora que a maioria dos voluntários vacinados experimenta alguns efeitos colaterais leves, como febre, fadiga e dor no local da injeção.

As vacinas funcionam?

A resposta a esta pergunta é provavelmente mais complicada do que um simples sim ou não. Uma vacina perfeita seria 100% eficaz na prevenção de infecções virais. Mas nenhum desenvolvedor de vacinas espera que este seja o caso da covid-19. O órgão de fiscalização americano (FDA, na sigla em inglês) disse que quer ver pelo menos 50% de eficácia antes de aprovar uma tentativa.

A proteção da vacina desaparece com o tempo?

As vacinas são criadas para levar seu corpo a gerar anticorpos que o protegem de futuras infecções. Empresas como Moderna, Pfizer e AstraZeneca compararam suas vacinas a uma amostra de pacientes com covid-19 recuperados nos primeiros estudos. Os resultados mostraram que as respostas dos anticorpos são similares a de pacientes que sobreviveram ao coronavírus. Mas algumas pesquisas sugerem que os anticorpos não duram muito – um deles indica que podem durar apenas três a cinco semanas em alguns pacientes. Se os anticorpos são realmente tão fugazes, a proteção de uma vacina também pode durar pouco.

Ainda assim, especialistas dizem que isso não causa pânico, já que a imunidade de nosso corpo não está apenas ligada a anticorpos. Os glóbulos brancos têm uma impressionante memória imunológica que pode ajudar o corpo a identificar e atacar o vírus invasor, caso ele retorne. As células T podem destruir as células infectadas e as células B trabalham para produzir novos anticorpos. Uma vacina pode ajudar a criar os dois.

Há como fazer produção em massa das vacinas?

As principais vacinas usam várias tecnologias diferentes – como mRNA, proteína recombinante e adenovírus -, e cada uma usa um próprio processo de fabricação complexo. Embora todas as fabricantes estejam ampliando suas capacidades de produção, nenhuma poderá atender à demanda mundial tão cedo. Além disso, quando os frascos ficarem prontos precisarão ser mantidos em freezers ou geladeiras, o que vai exigir gastos energéticos.

Quando as primeiras vacinas devem ser distribuídas?

De acordo com David Heymann, epidemiologista e consultor da Organização Mundial da Saúde, é provável que essas primeiras doses limitadas cheguem às faixas da população com maior risco de infecção. “Provavelmente seriam profissionais de saúde e prestadores de cuidados, pessoas com comorbidades e idosos”, disse ele. “Depois disso, outras populações provavelmente serão consideradas, desde que haja vacina suficiente”. A administração Trump estabeleceu uma meta de receber 300 milhões de doses de uma vacina até janeiro.

Mas será que as pessoas vão tomas as vacinas?

Não está claro quantas pessoas confiariam nas vacinas. Cientistas e políticos lutam há meses para convencer as pessoas a usar máscaras.

Fonte: https://exame.com/ciencia/7-perguntas-e-respostas-sobre-os-desafios-do-combate-ao-coronavirus/

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